Transformações no e-commerce pós pandemia: o que você precisa saber

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e-commerce pós pandemia

O e-commerce pós pandemia promete ser marcado por mudanças significativas, guiadas principalmente pela aceleração de algumas tendências que já eram observadas entre lojas e consumidores na web.

Se o conforto de realizar e receber compras em casa era o que atraia novos clientes para os comércios eletrônicos, com a pandemia do COVID-19 esse diferencial passou a atender a uma necessidade imposta pelo isolamento social.

Isso fez com que muitas pessoas, ainda não acostumadas com o e-commerce, passassem a utilizá-lo. Mesmo após o fim do isolamento – e consequentemente dessa necessidade – dificilmente aqueles acostumados com as facilidades oferecidas pelas lojas online irão abrir mão delas.

Para se ter uma ideia da nova realidade, segundo dados da McKinsey & Company, a mudança de comportamento entre os consumidores deve impulsionar um crescimento de 25% nas compras online!

Assim, a melhor maneira de acompanhar esse movimento, mantendo relevância em um cenário cada vez mais competitivo e evitando as consequências econômicas do Novo Coronavírus, é conhecendo a fundo as transformações do e-commerce pós pandemia.

A seguir, entenda as lições que a crise pode deixar aos empreendedores, confira as principais tendências do segmento e os benefícios do novo cenário para os comércios eletrônicos!

O que o e-commerce pós pandemia poderá aprender com a crise?

Se antigamente os consumidores adaptavam seus gostos ao que as lojas ofereciam, atualmente essa lógica é inversa: os desejos do público são voláteis, estão em constante transformação e cabe aos empreendedores acompanhá-los.

Como a internet oferece infinitas opções de compras, o e-commerce que não prioriza os desejos e as necessidades de seus clientes acaba sempre sendo vencido pelos concorrentes.

O e-commerce pós pandemia promete ser marcado por mudanças profundas nos hábitos de consumo, que já sofreram alterações mesmo antes da crise e tendem a seguir em constante transformação.

Além da necessidade de reciclagem contínua dos negócios, o isolamento imposto pela COVID-19 apontou alguns comportamentos de consumo e deixou lições que serão indispensáveis aos empreendedores.

Dessa forma, mais que se adaptar à pandemia, é preciso compreender os comportamentos que permanecerão após ela! Confira alguns exemplos:

 

Foco em buscas dinâmicas

As buscas por voz, intensificadas pela inserção de assistentes virtuais nos smartphones, e os vídeos demonstrativos ganharam ainda mais espaço nas lojas virtuais.

Uma das exigências para o e-commerce pós pandemia é adaptar seus mecanismos de busca às palavras-chave procuradas por voz.

Além disso, os vídeos com demonstrações sobre o uso de produtos, ou mesmo soluções “faça você mesmo”, devem tornar as compras mais interativas e focadas nas reais necessidades dos clientes.

Com a pandemia, muitos consumidores não puderam contar com terceiros para montar móveis, realizar certos projetos ou mesmo para aprender a utilizar certos itens.

Por isso, o auxílio fornecido por ferramentas online cresceu nesse sentido – e as facilidades garantidas por elas tendem a permanecer no gosto do público, determinado o sucesso dos e-commerces.

Crescimento dos E-grocerys

E-grocery corresponde ao e-commerce praticado por supermercados. O modelo já estava crescendo antes da pandemia, mas o isolamento o impulsionou e destacou seus benefícios entre os consumidores.

Esse é um dos nichos mais importantes para o e-commerce pós pandemia, que promete transformar hábitos de compra se as experiências de aquisição de produtos cotidianos via internet for positiva.

Aos empreendedores, cabe atenção aos bens de consumo rápido, que tendem a ganhar nova relevância na internet.

Assim, desde grandes empreendedores em busca de novos nichos virtuais, até pequenos mercados de bairros, essa é uma tendência que promete impor transformações aos mais diferentes perfis de negócios no e-commerce pós pandemia.

 

Maior relevância para deliverys

Os deliverys ainda são predominantes entre restaurantes e bares, mas o isolamento social imposto pela COVID-19 fez a demanda crescer exponencialmente entre outros nichos.

Para se ter noção, o aplicativo de entregas Rappi teve 30% de aumento em seu volume de pedidos durante o período de isolamento social, especialmente nas categorias de supermercados e restaurantes.

Se antes o delivery era visto como uma comodidade entre os consumidores, agora seu uso é vital – e a tendência é que ele se expanda no país após sua ampla adesão na pandemia.

Nesse sentido, o e-commerce pós pandemia deve se aproveitar desse movimento, oferecendo opções de entregas cada vez mais amplas e alinhadas às exigências dos novos consumidores!

Com algumas das principais transformações nos hábitos de consumo em mente, no item seguinte, veja também algumas das tendências mais relevantes na área.

 

Quais as principais tendências na área?

Agora que você já sabe quais são as lições mais valiosas deixadas pela crise, confira algumas das principais tendências projetadas para o e-commerce pós pandemia:

Jornada de compra omnichannel

A ascensão dos consumidores digitais já direcionava as jornadas de compra para modelos multicanais.

Empresas que se adaptaram à pandemia e criaram estratégias de e-commerce às pressas não vão abandoná-las ao fim do isolamento, da mesma forma que consumidores acostumados com as comodidades das compras online também não vão abrir mão delas.

Tendo em mente que as lojas virtuais se tornarão ainda mais relevantes e que os clientes desejam um atendimento ágil e integral, investimentos em omnichannel serão ainda mais importantes e cada vez maiores.

O grande objetivo é garantir a facilidade esperada pelos usuários em suas compras, com canais que conversem entre si de maneira natural, para que as pessoas tenham contato com a marca a partir do ponto que julgarem mais cômodo ou que desejarem.

 

Tecnologia aplicada à logística

Logo no início da pandemia, o pico de vendas online também trouxe problemas logísticos e de estoque para muitos comércios eletrônicos.

A lição que esse fato deixou entre os empreendedores foi sobre a importância da tecnologia para otimizar as movimentações, antecipando momentos de pico e gerindo as demandas para garantir a melhor experiência possível de entrega aos clientes.

Os negócios que investirem agora em tecnologias aplicadas à logística terão um posicionamento mais sólido no e-commerce do futuro, que será marcado por mais precisão em suas operações e assertividade em toda a cadeia de suprimentos.

 

SAC facilitado via redes sociais

A substituição do atendimento nas lojas físicas por redes sociais também seria uma solução temporária para a pandemia, mas seus resultados apontam que essa também será uma tendência para muitas empresas.

Os consumidores estão acostumados com as comodidades oferecidas por estas redes, gostam de utilizá-las e valorizam as relações mantidas nelas.

Sendo assim, um atendimento mais personalizado, que inclua plataformas como Instagram e WhatsApp, deve virar regra entre os SACs dos e-commerces pós pandemia, somados aos canais digitais já utilizados pelas empresas e tecnologias de inteligência artificial.

O crescimento do omnichannel, o uso de novas tecnologias para logística e a inserção das redes sociais no SAC são tendências que demonstram como o comércio eletrônico deve compreender as transformações nas demandas do público e encontrar novos recursos para saná-las, mantendo sua relevância e competitividade frente às mudanças do mercado. 

No próximo item, saiba mais sobre os benefícios de acompanhar essas tendências e de promover as transformações necessárias para o e-commerce pós pandemia.

 

Por que o novo cenário é vantajoso para os negócios virtuais?

Investir em presença digital durante crises é fundamental e – por mais que adaptar-se a novos paradigmas possa ser desafiador – as tendências para o e-commerce pós pandemia são muito positivas!

As adversidades do isolamento social elevaram os benefícios da internet entre os consumidores e destacaram sua importância no mercado, elevando a satisfação dos clientes mesmo em tempos de crise.

Dessa forma, com clientes cada vez mais habituados às plataformas online, as lojas virtuais encontram inúmeras possibilidades para crescer e encontrar nichos que atendam a demandas cada vez mais amplas e diversas.

Aos empreendedores, cabe compreender os novos comportamentos impulsionados pela pandemia e favorecidos pelo mundo que surgirá após ela.

Ao sanar essas necessidades, as lojas virtuais não serão reconhecidas apenas pelas facilidades que oferecem, mas como componentes vitais nos novos modelos de vendas de produtos e prestação de serviços!

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