Vai vender na internet? Saiba como escolher a melhor plataforma

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homem de negócios com dúvida de como vender na internet

O e-commerce é de longe o segmento de varejo que mais cresce em vendas nos últimos anos. Segundo o relatório Webshoppers de 2016, que traz os resultados do comércio eletrônico em 2015 e previsões para 2016, o ticket médio do setor em 2015 ficou em R$ 388,00, alta de 12% em comparação com o período anterior e o total de e-consumidores chegou a 39,1 milhões, tendo um crescimento de 3%.

Esses números são significativos, especialmente se for considerado o cenário econômico brasileiro, que no período foi de alta da inflação e queda no consumo. Ou seja, o comércio virtual é uma grande aposta para os empreendedores nos dias de hoje, mesmo que eles já trabalhem com lojas físicas. A questão é que não basta começar a vender em uma loja virtual. É preciso escolher a plataforma adequada.

Para isso, você deve considerar diferentes fatores, como o tamanho, a finalidade e as necessidades que possui. Portanto, os recursos oferecidos pela plataforma devem se adequar à realidade do seu negócio. Confira agora o que observar na hora de escolher sua plataforma de e-commerce:

1. Valor

Todo negócio precisa dar lucro. Por isso, considerar o aumento de gastos devido à plataforma de e-commerce é necessário. Atualmente, existem ferramentas gratuitas e pagas. Todas apresentam vantagens e desvantagens, mas é claro que as pagas tendem a oferecer maior possibilidade de customização. Por isso, escolher uma plataforma gratuita pode não ser a melhor opção para o seu caso, pois pode não atender a todas as necessidades do negócio.

O recomendado é analisar o custo-benefício, ou seja, quanto a plataforma custa e o que ela oferece, verificando se essa relação vale a pena e o quanto te ajudará à vender na internet. Nesse momento, vale a pena analisar as funcionalidades, os depoimentos de clientes, o suporte oferecido, se há possibilidade de abrir novas funcionalidades etc.

 2. Personalização

Usar uma plataforma de e-commerce não é sinônimo de ter um site igual a muitos outros. Porém, para se destacar, a ferramenta deve oferecer possibilidade de personalização. É importante que a sua loja virtual fique similar ao seu negócio, ou seja, que utilize as mesmas cores, letras, estilo de escrita etc. É a chamada identidade visual.

A partir disso, você consegue não apenas destacar o seu negócio dos concorrentes, mas também chamar mais a atenção e indicar ao consumidor que aquele e-commerce faz parte da sua marca. Em resumo, usar um template fechado até pode facilitar o trabalho, mas também pode ser um grande limitador, sendo uma desvantagem a médio ou longo prazo.

3. Recursos

Os recursos são as possibilidades oferecidas pela ferramenta, que podem limitar ou facilitar o seu trabalho. Alguns exemplos de recursos existentes em plataformas de e-commerce são carrinhos de compras, listas de desejos, gestão de estoques, controle financeiro,remarketing, entre outros. Quanto mais opções você tiver, melhor será, porque poderá trabalhar de forma mais integrada e atrair o consumidor mais facilmente.

4. Integração

Muitas plataformas deixam de lado esse quesito, mas ele é importante porque traz mais segurança e comodidade ao comércio eletrônico e ao consumidor. Por isso, vale a pena observar se a plataforma trabalha de forma integrada com os Correios, com sistemas antifraude, redes sociais, serviços bancários, certificações de segurança, informações do serviço de transporte, ERPs, etc. Trabalhando de forma integrada, o processo de venda na loja virtual torna-se mais simples e menos passível de erros.

5. Opções de pagamento

Outro ponto importante que deve ser analisado ao escolher a plataforma são as opções de pagamento. Talvez você nem tenha pensado a esse respeito, mas a verdade é que, com a concorrência do mundo virtual, restringir as opções de pagamento pode fazer o consumidor desistir da compra. Por isso, invista em uma plataforma que ofereça diferentes alternativas, como boleto, cartão de crédito, PayPal e ferramentas similares, débito em conta, entre outras.

6. Tipos de plataforma

6.1. Plataforma alugada

Esse é um modelo com custo mais baixo, e por isso, é mais interessante para quem está começando a vender na internet agora e não pode investir muito. Nesse formato, o contrato é feito mensalmente de acordo com o pacote selecionado. As vantagens são o custo baixo e a infraestrutura e as equipes de desenvolvimento totalmente oferecidas pelo fornecedor da plataforma.

Por outro lado, alguns usuários reclamam de limitações de personalização, cadastro e detalhamento de produtos, além da quantidade de acessos e do total de visualizações da página. Foi com base nessas necessidades que desenvolvemos a Plataforma JN2 Magento, que tem maior flexibilidade e custo acessível.

6.2. Plataforma comprada

Nesse formato, a plataforma oferece mais personalização e integração. A ferramenta é desenvolvida a partir de um código aberto, como o Magento, por exemplo. A vantagem desse modelo é que o código open source permite customizar a loja virtual, configurando-a conforme a necessidade da empresa.

Além disso, outros benefícios são a possibilidade de usar mais funcionalidades, a customização do layout e a instalação de plug-ins. Por sua vez, as desvantagens são a possibilidade de lentidão e a necessidade de contratação de uma equipe especializada para administração e implantação.

6.3. Plataforma exclusiva

Esse é o modelo mais caro e, por isso, é preciso pensar no orçamento para saber se a sua empresa tem possibilidade de arcar com esse custo. Nesse caso, a vantagem é poder personalizar a loja virtual da forma que quiser, poder criar mais funcionalidades e trabalhar de forma integrada com qualquer sistema que a empresa já utilize. Além disso, a ferramenta trabalha com o sistema de SEO on-page, que traz melhores resultados.

Em contrapartida, as desvantagens são o alto custo de implantação e manutenção, que pode não compensar dependendo do negócio. Outros pontos negativos são o tempo de desenvolvimento da plataforma e a necessidade de contratar uma hospedagem. Para escolher o melhor modelo, você deve considerar o orçamento que a sua empresa possui e o seu modelo de negócio.

7. Categorias de plataforma

7.1. SaaS

As plataformas SaaS (Software como Serviço) é o tipo mais usado, oferecendo um mesmo sistema para todos os clientes. É nesse modelo que se encaixam as plataformas alugadas e compradas, que oferecem um serviço específico, podendo ser mais ou menos customizado. Para utilizar esse serviço, normalmente o cliente paga um valor mensal, mas também existem opções gratuitas. O software, nesse caso, está hospedado na nuvem.

A vantagem do SaaS é ter um prazo menor de implantação, que pode variar entre 3 e 6 meses, conforme o projeto. A hospedagem é de responsabilidade do fornecedor da plataforma, bem como a manutenção da estrutura. Não é preciso investir valores extras para esse serviço, porque ele já está embutido na mensalidade cobrada.

7.2. Licenciamento

Nesse caso, a empresa adquire uma licença para usar o código-fonte de uma plataforma já elaborada por um terceiro. A licença pode ser ou não renovada, mas, em caso de não renovação, você não tem acesso às atualizações. A manutenção da plataforma é feita manualmente pela empresa. Apesar de ter uma solução já pronta, a adequação às necessidades do seu negócio pode demorar até 1 ano.

A flexibilidade é de 100%, porque é a sua empresa que faz todo o desenvolvimento. Isso também acontece com relação à hospedagem, ou seja, o varejista é que faz a contratação. O custo é o da quantia da aquisição da licença e o da renovação anual. Além disso, também existe o custo de implantação, manutenção e infraestrutura da plataforma.

7.3. Desenvolvimento interno

Pode ser totalmente adaptado, pois é desenvolvida de acordo com as necessidades do negócio. Por isso, esse tipo de plataforma requer uma equipe de TI interna para fazer todo o desenvolvimento e manutenção. Não possui custos de aquisição, no entanto, tem o custo de implantação e manutenção, por isso, tende a ser mais caro. Esse modelo também tem o maior prazo de implantação, que também vai variar conforme o tamanho da equipe e os conhecimentos técnicos que esses colaboradores possuem.

Esse tipo de plataforma, portanto, não é indicado para empresas que precisam de agilidade e pretendem começar a vender na internet em pouco tempo. Por outro lado, permite maior customização, porém a hospedagem e a manutenção ficam a cargo da empresa. Nesse cenário, a plataforma Magento se destaca. Sua principal vantagem é trabalhar com o código aberto, mas, ao mesmo tempo, oferecer a customização, a flexibilidade e o controle.

Começar a vender na internet por meio de um e-commerce é uma ótima decisão. Como você viu, esse formato de comercialização está crescendo e tem espaço para expandir ainda mais, o que significa que a loja que não participa do mundo virtual não se destaca. O uso de uma plataforma adequada nesse contexto é sinônimo de mais vendas, mais lucro e mais clientes satisfeitos. Por isso, você deve analisar a situação do seu negócio e o orçamento, sem esquecer os clientes.

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