Comportamento do consumidor durante a quarentena

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comportamento do consumidor durante a quarentena

Generalizações devem ser evitadas, porém, quando uma pandemia preocupa governantes nos quatro cantos do globo, pode-se dizer que todo mundo foi impactado pelo novo coronavírus. Neste artigo, vamos mostrar o novo comportamento do consumidor durante a quarentena e ajudar empresas a driblar essa crise o mais rápido possível.

Nosso primeiro recado é: mantenha a calma. Ninguém está sozinho! E o nosso segundo recado é: a situação é realmente atípica, ou seja, um cenário totalmente diferente e que vai exigir novas ações. Desse modo, se as pessoas estão agindo de outra forma, inclusive no consumo, as empresas devem acompanhar esses movimentos.

Agora que superamos o primeiro mês de quarentena, na maioria das cidades, é possível identificar as principais mudanças de hábito por parte do consumidor e as novas prioridades. Além disso, é fato que as pessoas aderiram a métodos alternativos de compra para evitar aglomeração.

É nesse contexto que as compras pela internet ganham relevância e impulsionam o faturamento em alguns segmentos. Segundo levantamento feito pela MindMiners, as compras online cresceram 14%, com uma expectativa de crescimento para 24% na semana seguinte.

Produtos de higiene e limpeza estão no topo de toda e qualquer lista. Nessa mesma pesquisa, que ouviu 500 pessoas nas cinco regiões do país, a higiene pessoal responde por 30% das compras e os itens de limpeza para a casa por 21%. Os medicamentos aparecem na terceira posição, com 14%. Quem diria, não é mesmo? 

Se você é mais um empresário querendo enfrentar a crise do coronavírus, siga a leitura. Nós garantimos insights importantes para melhorias e alternativas capazes de alavancar seu negócio.

 

Mudanças no comportamento do consumidor durante a quarentena

A expectativa de crescimento do e-commerce para 2020 era de 18%, segundo a ABCOMM, porém, com as mudanças de comportamento do consumidor durante a quarentena, é provável que o setor dê um salto ainda maior.

A mudança, dessa vez, não foi provocada por novas tecnologias, mas por causa dos cuidados necessários com a saúde pública. Para se prevenir da Covid-19, as pessoas têm que ficar em casa e estão fazendo compras online para evitar os locais públicos. Até aqueles que ainda possuíam certo preconceito, ou insegurança com esse tipo de transação, se renderam.

Uma prova disso é o crescimento no tráfego dos sites de supermercados, que chegou aos 25% e, de acordo com relatório da McKinsey, as entregas de alimentos frescos do Carrefour aumentaram 600%.

Esses números mostram que, ao menos por enquanto, os principais beneficiários da mudança de comportamento do consumidor durante a quarentena são os supermercados.

A Social Miner também fez um estudo para  medir as mudanças no consumo, no Brasil, provocadas pelo novo coronavírus. Segundo a análise, inicialmente, houve queda nas vendas, mas, a partir de 23 de março, ou seja, na segunda semana de isolamento, as vendas online voltaram a crescer, chegando ao pico no dia 26.

As vendas online na semana que marca o dia do consumidor, 15 de março, também apresentam números positivos. De acordo com a Ebit|Nielsen, os pedidos fechados aumentaram 18% em comparação ao mesmo período em 2019. Esse crescimento significa que o varejo online movimentou R$ 1,41 bilhões.

É evidente que as pessoas estão se questionando e adaptando suas práticas de consumo anteriores à pandemia. É claro que as grandes redes continuam lucrando, porém, movimentos como o compre do pequeno, trazem um novo ânimo aos comerciantes menores, em especial para os donos de pequenos negócios em bairros menores, como mercados, lanchonetes, lojas e restaurantes..

Outro novo hábito no comportamento do consumidor durante a quarentena é a consciência sobre o coletivo. Ir ao supermercado e trazer mais que o necessário não é visto com bons olhos nesse momento. Aquelas promoções para compras em grande escala deixaram de ser atrativas, impactando alguns modelos de negócios.

Até algumas regras surgiram para evitar esse tipo de prática, como limitar a quantidade de produtos por pessoa, e estabelecer horários específicos para pessoas do grupo de risco da Covid-19 fazerem suas compras.

 

Quem ganha? Quem perde? 

É claro que nem todos os setores estão comemorando e os impactos do coronavírus são negativos para determinados segmentos. Empresas de turismo e entretenimento presencial, como cinemas, teatros e casas de show estão sofrendo bastante com o isolamento social. Por outro lado, os e-commerces de autosserviço, em especial supermercados, e que vendem produtos de higiene, limpeza, bebidas e alimentos estão faturando.  

A expectativa principal é que os novos adeptos das compras online possam continuar usando esse tipo de canal após a crise, ou seja, o setor pode colher ótimos frutos quando a maré negativa passar.

Neste contexto de mudanças e novos hábitos, sua empresa tem oportunidades, mas precisa se comunicar com cuidado. É a hora de se conectar com as pessoas, entregar serviços relevantes. Fortalecer as vendas é e sempre será importante. Contudo, neste momento, priorizar um bom relacionamento e aproximação com o cliente pode ser o seu diferencial para garantir a satisfação do consumidor.

 

Como se adequar às mudanças de comportamento

Se você está se perguntando como se adaptar durante a pandemia, temos uma ideia: empatia. Esta é a palavra-chave do momento e o principal valor que as empresas devem entregar nesta fase.

Alguns exemplos positivos já podem ser observados e copiados. A Ambev anunciou a produção de 500 mil unidades de álcool em gel destinados a hospitais públicos brasileiros.

Outro ótimo exemplo vem da 99, que doou R$ 4 milhões em corridas a profissionais de saúde que precisam se deslocar para atuar nos hospitais brasileiros. Essas iniciativas mostram que ajudar é um caminho inteligente para valorizar a marca e ganhar lá na frente!

A importância da estratégia

O coronavírus trouxe diversos desafios para as empresas, mas também uma série de oportunidades. Aquelas que souberem atrelar seus serviços ao coletivo e ao social, certamente, serão beneficiadas.

Vale ressaltar que a pandemia tirou o emprego e reduziu o poder aquisitivo de muitas pessoas. Mas, quando tudo isso passar, elas lembrarão das iniciativas positivas e também de quem não se esforçou para ajudar ao próximo.

 

Conclusão 

Sim, o novo comportamento do consumidor durante a quarentena pode alavancar negócios, mas é importante que as empresas e lojistas estabeleçam estratégias inteligentes para lidar com essa crise. A principal delas, até o momento, é a solidariedade.

E, se você não sabe o caminho nem o que pode fazer para satisfazer seu público, temos mais uma dica: pergunte! 

Nada como recorrer às pesquisas para identificar o que as pessoas desejam e no que estão interessadas. Certamente, essa abordagem vai trazer dados para validar suas próximas ações e para embasar as estratégias momentâneas e do futuro.

 

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